Coisas que nunca consegui fazer

Publicado: 21 de julho de 2011 em Top, Vida de merda
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Desde criança eu já era extremamente entusiasta, do tipo que gosta de aprender sobre tudo.

(Isso na verdade é ser nerd, mas estou querendo fazer parecer mais legal do que isso)

Mas voltando ao assunto, meu entusiasmo me fazia tentar ser um especialista em tudo. Na verdade, é assim até hoje, pois tenho dezenas de livros de RPG que nunca jogarei, cursos que provavelmente nunca farei, e por aí vai.

Mas o que mais me impressiona são a quantidade de coisas que eu tentava aprender quando eu era criança e que em seguida desisti.

Tocar Violão

Como já dito no post anterior, minha paixão por Rock’n roll vem da infância. Sendo assim, comecei a me interessar pela guitarra, principalmente por influência de meus guitarplayers preferidos como Slash e Van halen. Resumidamente, eu queria ser assim:

Um belo dia, falei pro meu pai que queria aprender a tocar violão. O olho do velho brilhou e comecei a aprender como manejar o instrumento com o filho de um amigo seu. Esse cara tinha minha idade e era guitarrista da banda de seu pai, que já se apresentava e shows relativamente grandes para esta roça cidade, o que é fácil de se explicar, já que era uma banda de música tradicionalista, muito apreciada por gaúchos em geral. Quando digo música tradicionalista, quero dizer música tradicionalmente ruim. Não quero colocar todas as bandas em um mesmo saco, realmente, o sul tem bonitas canções, mas no geral são musicas enjoativas devido ao mesmo problema do rock nacional que já comentei no post anterior, a repetição. Formula musical das bandas tradicionalistas do gaúchas:

O churrasco, o mate, o churrasco, o mate, o churrasco, o mate, minhas músicas só falam de churrasco e mate.

Mas voltando ao assunto, esse cara resolveu me ensinar a tocar violão. Era uma aula por semana, e adivinha quantas aulas eu tive? 3 aulas.

A primeira aula foi legal, ele fez um tour pelo violão, me mostrou o nome de cada corda e me ensinou algumas notas.

A segunda aula foi boa, ele me mostrou mais algumas notas e foi só.

A terceira aula, bom, foi uma merda. O cara me enfiou meia dúzia de notas goela abaixo, e depois me ensinou uma música que falava sobre beber mate e comer churrasco.

E encerrou-se minha saga para virar o novo Van Halen.

Hacking

Com 8 anos de idade, tive meu primeiro computador. Não me lembro o modelo, até porquê eu era muito novo, só me lembro de vir com Windows 2000, aquela bosta de OS que sem dúvida foi a maior cagada da Microsoft. Mas minha vida mudou quando eu tinha 10 anos e descobri a internet, que foi sem dúvida o maior advento de minha vida, depois é claro, da descoberta da punheta e da Megan Fox, que complementou a punheta. Mas minha história com o Hacking já é mais recente. Com 13 anos, vi um vídeo de um cara ensinando a como criar um suposto vírus para desligar o computador, essas vídeo aulas que tem aos montes pelo youtube, e que na verdade são uma encheção de linguiça para demonstrar como escrever shutdown -r no notepad e em seguida salvar como .bat para algum idiota executar. Mas desde então, fiquei fascinado pelo hacking. Comecei a aprender sobre invasão por Ftp, Exploits, invadia pelo Putty e ficava me achando o Kevin Mitnick. Essa minha fase hacker durou até eu baixar um desses programinhas para invasão que vinham lotados de vírus, tipo Turkojan, foder meu pc inteiro, minha mãe ficar PUTADACARA comigo e eu não conseguir nada de bom naquilo além de horas e mais horas gastas tentando invadir um servidor do Google.

Pra falar a verdade, o Hacking me trouxe uma única coisa boa, a programação. Através dele conheci o VB, em  seguida o Delphi, em seguida o Java, em seguida o C, e por fim, o meu querido Php. Mas isso é papo de programador e fica para outro post.

Futebol

Assim como todo bom nerd, nunca fui o melhor praticante de esportes. No colégio, o último a ser escolhido em tudo, no time futebol, no de volei, no de basquete.

Eis que uma vez, na 5ª série, eu estava sentado em um degrau de frente para quadra durante uma aula de ed. física, na qual minha participação sempre fora deveras nula. Isso na verdade tem uma vantagem, enquanto todos os caras estão jogando futebol posso dedicar minha atenção com as meninas. Não que passe só de conversa, mas é ali que faço meu networking sexual, que no futuro será muito útil.

Mas, voltando a 5ª série, lá estava eu sentado, procurando alguém para fazer meu “networking” até que alguém me chama, era um cara que fazia parte do meu ciclo de amigos, e me diz que estavam sem goleiro, me chamando para substituir o mesmo em seguida. Sem muito o que fazer, aceitei a proposta.

Entrando na goleira, a partida iniciou-se e o pânico tomou conta total de mim. A cada chute dado em minha direção e a cada gol marcado em nosso time, era como  se o mundo estivesse prestes a acabar. Sei que pode parecer exagero, mas quando o colégio inteiro está olhando para você com um ar de desgosto, sim, é como se o mundo estivesse acabando.

No final da partida, havíamos tomado mais de 5 gols (muito mais, na verdade) e  feito apenas 2. Foi o jogo mais medíocre da minha vida.

Lá se foram minhas chances de aprender a jogar futebol, ou vocês acham que depois daquela partida eles me chamariam de novo para jogar?

Agora, pensando bem, aquela merda de “networking” também nunca me serviu para nada. Conservo essa tradição desde a 5ª série e NUNCA faturei nada com ela.

Jogar RPG

RPG é um negócio mais recente. Já conhecia desde de criança, através de amigos, mas RPG mesmo só vim a conhecer com os nerdcasts. Após ouvi-los, fui procurar meios de jogar online, acabei encontrando o RRPG, um excelente programa para jogar RPG online.  Em seguida baixei vários livros, sobre vários sistemas como Mighty blade, 3D&T, D&D e Tagmar. Bom, acontece que não li praticamente nada desses livros, mas para ser sincero, não fez a mínima diferença. Joguei algumas partidas com Storyteller, a falta de material sobre ele não fez nenhuma diferença para mim, pude jogar todas essas partidas lendo pouco sobre o sistema. Não que eu não goste de ler, pelo contrário, sou aficionado por leitura, não li sobre o sistema justamente por ser fácil de se jogar, já que é um sistema extremamente  interpretativo. Mas o que me fez abandonar o RPG foi a dificuldade de se achar um grupo interessado em jogar. O único grupo que participei, era em um RPG de The walking dead, jogamos uma partida sensacional,com um puta plot no final. Até aí, ok, marcamos para continuar no dia seguinte e no mesmo horário. E foi o que fiz, no dia seguinte, entrei no RRPG conforme o horário marcado, e somente o mestre estava online. No outro dia mesmo problema, entrei na sala, e só o mestre online de novo.

Desde então desisti de jogar RPG pela internet. Infelizmente, meus amigos não se interessam por RPG, então as oportunidades de criar um grupo fora do computador são poucas.

Capoeira

E é com muita vergonha que confesso a vocês que já lutei capoeira. Isso foi na terceira série, na verdade não sei nem o porquê de entrar na aula de capoeira. Tanta coisa boa para fazer tipo, Taekwondo ou Karatê, mas não, e fui direto para a capoeira. Meus parabéns, Guilherme, você é um idiota.

Mas voltando a capoeira, fiz seis meses dessa merda. Era uma turma complicada, repleta de maconheiros e retardados, além da luta em si ser extremamente broxante. Era uma roda, ameaçávamos chutes uns nos outros e acabava a luta. Era uma bosta.

O que mais me deixou puto, foi a inutilidade daquilo tudo. Seis meses treinando capoeira e continuei sendo o mesmo franguinho nas brigas do colégio. Não que eu quisesse sair de lá no nível do Bruce Lee, mas foi uma merda ter que treinar todos aqueles chutes e acrobacias. Resumindo:

Capoeira é uma luta escrota e sem graça, que não é aconselhada para pessoas que REALMENTE desejam se defender.

Agora, se você é daqueles que diz que capoeira é na verdade uma dança, vai pro caralho. Fiz seis meses dessa merda e a única coisa que não fiz foi dançar!

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